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Principal parque de Taboão da Serra sofre com má conservação

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Por Patrícia Silva

Considerado um dos principais espaços de lazer da cidade de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, o Parque das Hortênsias tem falta de manutenção e zoológico abandonado.

Animais em poleiros sem limpeza, áreas de recreação sujas e a ausência de patrulhamento estão entre os principais problemas que o Mural apurou.

A reportagem flagrou usuários que ultrapassavam grades de proteção para fotografar os bichos, placas de identificação em mau estado e pombos que partilhavam da mesma comida dos animais presos.

Usuários ultrapassam barreiras de proteção para fotografar animais

“Há muita jaula vazia e agora só tem mato”, reclama a empregada doméstica Antônia Severiano do Nascimento, 46, sobre a deterioração nos últimos anos.

No “Museu da Natureza”, por exemplo, outro atrativo do parque, a visitação é prejudicada porque há lâmpadas queimadas.

Na Internet, um abaixo-assinado do movimento “Salvem o Parque das Hortênsias”,  iniciado em outubro de 2011, já conta com cerca de 1.500 assinaturas em busca de melhorias para o espaço. A ideia é apresentar o documento ao Ministério Público.

Lixeiras do parque estão quebradas

“A situação dos animais ainda está bem precária. As jaulas são pequenas demais, as grades estão enferrujadas, há mau cheiro, a comida [dos animais] fica o dia todo no sol”, declara Newton da Silva Lucio, 50, um dos organizadores da manifestação.

Ele mora há 25 anos na cidade e menciona que faltam até suprimentos para manter o local. “O leão ficou quatro semanas sem comer porque não tinha comida, os funcionários que foram comprar carne”, afirma.

Lúcio destaca que o órgão municipal realizou reformas no parque, como a troca do piso, mas, segundo ele, foram reparos que serviram apenas para “maquiar” os sérios problemas. “Aqui não tem nada, o único atrativo é o Parque das Hortênsias. Se cobrassem R$ 3 ou R$ 4 na entrada, o dinheiro poderia ser investido na manutenção”, afirma.

O Mural entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura da cidade, porém, ainda não recebeu resposta.

 

Depois da publicação da matéria, a assessoria de imprensa de Taboão da Serra enviou a seguinte nota ao Mural:

 

A manutenção do parque é feita com rigor sob supervisão de agrônomos. O mato cresce mais rápido nessa época do ano por conta das chuvas. Os animais são assistidos por  por biólogos e veterinários. Antes, eram vistoriados pelo Ibama, agora esta responsabilidade está com a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo que, em todas as vistorias realizadas até agora, aprovaram as condições dos animais, sem ressalvas.

O parque tem 24 funcionários e tem como orçamento para 2012 R$ 1.4 mi. Quanto às jaulas vazias, algumas estão em manutenção e outras estão sendo desativadas, pois hoje são consideradas inapropriadas pelo Ibama. As trilhas estão em manutenção.


Patrícia Silva, 23, é correspondente do Campo Limpo.
@Patricia_Aps
patriciasilva.mural@gmail.com

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