Minidocumentário abre o debate: “Você é carente?”

“A entidade presta ajuda para crianças carentes”.

“Jovens carentes recebem bolsas de estudo.”

“Os selecionados serão de comunidades carentes.”

Essas são as formas com que, costumeiramente, a palavra “carente” é empregada nos meios de comunicação para se referir aos moradores da periferia. Mas, afinal, será que  as pessoas que vivem longe dos grandes centros concordam? No fundo, não teríamos, todos, carência de algo?

E você, leitor, o que acha da questão?

Com papel, caneta e câmera na mão, os correspondentes do blog Mural percorreram a Grande São Paulo para abrir o debate.

O minidocumentário “Você é carente?” traz o olhar transformador de cinco jovens de São Paulo.  O projeto foi inscrito no concurso internacional do “Your Film Festival”, promovido pelo YouTube e a Emirates Airlines, em parceria com a La Biennale di Venezia e a Scott Free Productions, com o objetivo de encontrar os melhores contadores de história do mundo a partir da produção audiovisual em qualquer formato, estilo e gênero.

O Mural não chegou à lista de finalistas (foram três brasileiros escolhidos), mas essa foi apenas a primeira inscrição e o primeiro filme. Muitos outros virão.

Depois de assistir o vídeo, deixe também seu comentário, sua opinião!

 

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Ficha técnica

Coordenação: Patrícia Silva

Pós-produção: Cacau Ras

Entrevistas e imagens: Paulo Talarico, Lívia Lima, Karol Coelho, Mônica Oliveira e Narayhana Pereira

Ilustração: Rodrigo Kenan

Colaboração: Jéssica Moreira, Cíntia Gomes, Vagner de Alencar, Anderson Meneses, Priscilla Vierros e Nayara Konno

Personagens: Tony Marlon, Rodrigo Kenan, Fayola Damaceno, Thiago Nascimento e Jéssica R. Gonçalves

Depoimentos: Silvio José Ferreira, Sônia de Fátima Sato, Alexandre da Silva Meneses, Caroline Mayumi Amano e Tatiana da Silva Melo

Música incidental (trechos): Nação Zumbi

Trilha: Cacau Ras

Agradecimentos: Bruno Garcez e Izabela Moi

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8 comentários feitos no blog

  1. Igor Santos comentou em 18/06/12 at 18:43 Responder

    Eu tenho a sensação de que a imprensa não se importa com o que a população da periferia pensa. Falar que as pessoas “são carentes” é muito mais fácil do que dizer que são “pobres”. Na verdade, acho tudo uma hipocrisia da mídia brasileira.

  2. Marta Regina Cruz comentou em 19/06/12 at 1:35 Responder

    Parabéns para equipe do blog, pois dentro de um grande jornal que também utiliza o termo carente para falar da periferia, é um grande avanço!

  3. Kelly comentou em 19/06/12 at 9:25 Responder

    Eu moro no bairro Bela Vista no centro de São Paulo e eu e minha familia somos carentes sim, e das coisas básicas como alimentação, vestuario, lazer, pq ao contrario de quem vive na perifieria que tem uma praça, um ginasio, uma area mais ampla, aqui no centro nao tem nada disso.

  4. Antônio José Rudens comentou em 19/06/12 at 14:55 Responder

    Excelente pergunta a deste documentário. Bom, na verdade, eu sou carente sim: sou carente de liberdade; essa vida condicionada ao trabalho, as obrigações, a falta de tempo com a família e amigos é, realmente, lastimável! Acho que no fundo todos nós somos carentes de algo!

  5. Roberta Mendes Ribeiro comentou em 19/06/12 at 15:02 Responder

    Eu acho que o importante é se fazer entender e quando a mídia diz que os moradores de determinado lugar são carentes, subentende-se que eles são, na verdade, desprovidos de alguma assistência social, política, administrativa ou, até mesmo, financeira, acho que isso é bem claro para mim.

  6. maria comentou em 19/06/12 at 19:47 Responder

    Muito bacana o documentário, meninos. O negócio agora é divulgar ainda mais o trabalho. Ah, um grande parabéns, eu me identifico muito com o trabalho de vocês!

  7. Rosa Polock comentou em 19/06/12 at 23:37 Responder

    Eu quero deixar registrado aqui que as entrevistas com os jovens ficaram muito boas, apesar da qualidade da gravação. Quanta expressividade e talento na voz destas pessoas. Foi um verdadeiro achado na cidade de São Paulo!

  8. Moacir Assunção comentou em 20/06/12 at 6:50 Responder

    essa expressão virou chave para tudo, como se pessoas pobres fossem” necessariamente carentes” e fosse feio falar “pobre” que a pessoa é realmente, parece politicamente incorreto dizer isso, quando é a verdade. “Carentes” somos todos nós, todos temos alguma carência. Para sermos honestos, digamos que a pessoa é pobre, que é o que ocorre, de fato. Parabéns pela discussão e pelo trabalho, meninas e meninos, grande abraço,

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