No Jardim São Luís, boca de lobo sem manutenção vira armadilha na avenida

Por izabela moi

Por Mônica Evelyn

 

Milhares de pessoas cruzam a avenida Maria Coelho Aguiar, no Jardim São Luis, zona sul de São Paulo, para sair dos bairros e acessar o terminal João Dias e a estação Giovanni Gronchi da linha 5 do metrô.

No contrafluxo, outro grande número de trabalhadores tem como destino o Centro Empresarial,um dos maiores complexos corporativos do Estado.

 

A avenida recebe manutenção rara se comparada a outras vias da capital: os postes têm lixeiras conservadas e sacos de lixo são trocados frequentemente pelos funcionários da varrição.

No entanto, a mesma Maria Coelho Aguiar tem um problema que persiste há anos: uma boca de lobo na esquina com a avenida João Dias.

Em teoria, abertura faz parte de um sistema de galerias que coleta a água que vem da chuva ou é eliminada pelos estabelecimentos comerciais. Mas sem manutenção, o local vira armadilha para quem passa por ali.

De acordo com comerciantes locais, o problema é antigo e teria pelo menos cinco anos.

O borracheiro Alan Ferreira lembra que até houve a construção de uma nova boca de lobo na esquina, mas ela também não consegue dar conta do volume de água.

Bem em frente ao local, carros driblam o obstáculo para entrar no posto de gasolina recém inaugurado. Para o proprietário, o negócio já começou com um imprevisto: “Na última chuva, a água chegou até a bomba de gasolina e danificou o concreto novo”, conta Emanuel Ramos.

 

Quando chove, o acúmulo de água toma a pista da direita e deixa somente uma via livre. A barreira cria lentidão que tem reflexo na avenida João Dias e no acesso a ponte de mesmo nome.

Antes, era comum ver cavaletes da CET amarrados a um poste, eles eram ferramentas estratégicas para tentar orientar o trânsito. Hoje, os cavaletes não estão mais no local e dois cones _ posicionados pelos funcionários do posto de gasolina _ orientam os motoristas sobre o perigo iminente.

Para piorar, o asfalto da curva sofre forte pressão do peso dos veículos e começou a ceder em direção a boca de lobo. Para um motociclista desavisado, a queda é certa.

De acordo com a assessoria de comunicação da Subprefeitura de M´Boi Mirim, o fim do problema só chegará com o projeto que prevê a execução de um novo sistema de drenagem que atualmente passa por análise da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras. Enquanto a obra não vem, a subprefeitura diz que tenta amenizar os transtornos no local realizando periodicamente a manutenção da rede, com serviços de limpeza e reforma.

Hoje, a boca de lobo permanece aberta.

Mônica Evelyn, 24, é correspondente do Grajaú.
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