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Blog dos correspondentes comunitários da Grande SP

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Blog é escrito por correspondentes comunitários --em sua maioria estudantes ou já formados em jornalismo, mas, sobretudo, interessados em contar o que se passa na região em que moram, na periferia da Grande SP.

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Moradores de Carapicuíba reclamam de desorganização em obras da prefeitura

Por Blog

Por Mônica Oliveira

A promessa de um novo centro, às vésperas das eleições, causa expectativa e desconfiança entre os moradores de Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Anunciada como a “maior obra da história da cidade”, a modernização prevê a construção de um viaduto, com boulevard, passarela e rodoviária com escadas rolantes – ao custo de R$ 60 milhões do FUMEFI (Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento).

Terminal de ônibus teve algumas plataformas demolidas

A alteração do centro começou pelo terminal rodoviário, que teve a maioria das plataformas demolidas no final de julho. Os pontos de ônibus foram distribuídos pelas ruas do entorno e algumas linhas foram concentradas num terreno escuro e sem pavimentação.

“Foi muita falta de consideração”, reclama Cláudio Cintra, 25, estudante. “Não podiam ter feito um terminal provisório antes? Está tudo muito estressante aqui, e a gente fica igual besta procurando os pontos e onde carregar o cartão”.

Após muita reclamação, o terreno foi pavimentado e precariamente iluminado. “Já estão planejando mais iluminação e cobertura aqui”, afirma o fiscal da Del Rey Transportes, William Souza, 34.

Rua que leva ao terminal provisório tem camelôs nas calçadas

Para chegar ao terminal provisório é preciso andar pelo meio da rua movimentada, porque a calçada é muito estreita, ocupada por barracas de camelô.

No espaço provisório, as barracas roubam espaço das filas, e é preciso circular entre os ônibus para encontrar os pontos.  “Está uma bagunça, tudo desorganizado e ruim”, diz Ridália Jesus, 40 anos, moradora do Jardim Tonato.

Passageiros reclamaram da falta de pavimentação no terminal provisório

A alteração na circulação dos ônibus, que só permitem o desembarque no ponto final, desagradou usuários que tiveram de mudar sua rotina. “Tenho que acordar meia hora mais cedo para andar até o trem”, afirma Edelise Eliana Santos, 43.

“Se é para o nosso bem, não custava nada deixar a gente descer no ponto da avenida [Mário Covas], como era antes”, reclama a moradora da Vila Silviania.  “A gente está indo para o trabalho, não está a passeio”.

O Mural consultou a prefeitura de Carapicuíba sobre a previsão de término das obras, ou futuras alterações, mas não obteve resposta.

 

Mônica Oliveira, 47, é correspondente de Carapicuíba.
@idmonica
monicaoliveira.mural@gmail.com

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