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Blog dos correspondentes comunitários da Grande SP

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Escola de samba da Vila Albertina usa reciclagem e doação no Carnaval

Por Blog

Com plumas, tecidos, espelhos usados e dedicação de voluntários é possível fazer um grande Carnaval para a escola Tradição Albertinense, localizada na Vila Albertina, zona norte de São Paulo. “Conto com a ajuda de escolas grandes para a doação de material, para que a gente possa fazer as nossas fantasias. Só de uma escola, conseguimos três caminhões cheios”, diz Creuza Camargos, 51 anos, presidente da agremiação.

Todo domingo a partir das 18h, a correria começa na rua Comendador Armando Pereira na Vila Albertina. As garagens se abrem para dar espaço às fantasias e aos instrumentos. A rua sem saída se transforma num palco e dá lugar a uma festa. Todos querem participar do ensaio e decorar a letra do enredo.

Mesmo com 11 anos de “samba e suor”, a Tradição tem poucos recursos para confeccionar os carros e as fantasias. O Carnaval para ao “albertinenses” não é moleza, pelo contrário, é feito com esforço de muitos integrantes da escola.

Porta-bandeira e mestre-sala dançam em ensaio da escola

“Nós coletamos material, limpamos, colamos, pintamos e, por fim, reutilizamos. Tudo para que nossa escola saia bonita na avenida”, afirma a professora Cleude Rodrigues Camargos, 44.

Tuca, como é conhecida, trabalha na Albertinense desde sua fundação,em 2002. Além da fabricação dos adereços, ela também cuida da harmonia. “Trabalhamos por amor que temos a Albertinense, fazemos de tudo para arrecadar dinheiro, desde bingos até feijoada. Somos uma família e por isso nos dedicamos com prazer.”

Ao sair do hospital, a enfermeira Maria Aparecida da Silva, 50, troca o período de sua jornada pela paixão à escola. “Estou na escola há 2 anos, e a reciclagem é muito importante para a Tradição, pois reutilizamos todo tipo de material. Economizamos em tudo, não jogamos nada fora e ainda colaboramos com o meio ambiente”, diz.

Com material reciclado, fantasias ficam prontas na Tradição

O barracão fica em uma garagem na rua de onde são realizados os ensaios. As fantasias e outros materiais são guardados nas casas dos componentes da escola. “Nosso sonho é ter um espaço físico para poder trabalhar e guardar com segurança nossas fantasias, que são nossos maiores bens”, comenta Creuza.

“Nossa escola Tradição Albertinense representa para o bairro um portal de oportunidades, porque ela gera trabalho, oficina de música e cultura. Nesse ano, lançamos uma competição de samba enredo com premiação, finaliza o vice-presidente da escola Fernando Oliveira, 41.

A escola faz parte do Grupo 1 e vai desfilar na madrugada de terça-feira (12), às 3h, no sambódromo do Anhembi, zona norte de São Paulo.

Priscila Gomes, 28, é correspondente de Vila Zilda.
@prigomes1983
priscilagomes.mural@gmail.com

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