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Blog dos correspondentes comunitários da Grande SP

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Blog é escrito por correspondentes comunitários --em sua maioria estudantes ou já formados em jornalismo, mas, sobretudo, interessados em contar o que se passa na região em que moram, na periferia da Grande SP.

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Moradora do Campo Limpo vende bolos pelo Facebook

Por Blog

Perfeito, divino, lindo e maravilhoso são adjetivos que marcam a fala da faxineira Fabiana de Jesus Oliveira, 28, que é hoje, também, microempresária. Com investimentos regulares, ela montou um pequeno ateliê de doces e bolos em sua própria casa, localizada no Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

O negócio foi a oportunidade de conquistar a tão sonhada independência financeira. Ao fazer um curso de design de bolos, realizado uma vez por semana, Fabiana aprendeu técnicas de confeitaria profissional e a comercializar os produtos personalizados.

Bolos confeitados são vendidos por até R$ 46 o quilo

Os serviços são divulgados no boca-a-boca, mas ela também marca presença no Facebook com a divulgação de fotos de seu trabalho. Como resultado, além de fregueses do Campo Limpo, já conquistou clientes em Parelheiros e no Morumbi, zona sul da cidade, e, inclusive, em Cotia, na Grande São Paulo.

Fabiana cobra, em média, de R$ 27  a R$ 46  por quilo de bolo, de acordo com o recheio escolhido: chantili, mousse ou pasta americana. Em um fim de semana normal, ela produz de dois a três bolos de cinco quilos. O preço também pode variar conforme a mão de obra, os ingredientes e a embalagem do produto.

E as datas comemorativas são as mais rentáveis para o negócio. Na última Páscoa, em duas semanas, o faturamento foi de quase R$ 1.500 com a venda de ovos de chocolate. “Quando você trabalha para você, não pode ter preguiça, pois, ao contrário, não vai para frente”, ensina.

Fabiana de Jesus Oliveira, 28, alterna o trabalho de faxineira com a produção dos doces

Em uma folha de papel, ela contabiliza o número de clientes, as encomendas e o preço dos pedidos, além de anotar a forma de pagamento. “Eu também faço parcelado, porque a maioria das pessoas só recebe no dia 5”.

Enquanto trabalha, ela cuida da filha, de 8 anos. “Kauany,  você ligou a TV? Então, desliga, pois eu ainda não casei com o cara da Eletropaulo”, brinca, enquanto põe a mão na massa.

Para o marido, Antonio Carlos de Oliveira, 31, a esposa é uma “máquina de fazer dinheiro”. Contudo, ela teve de aprender na prática como gerir o seu negócio. Descobriu, por exemplo, que a massa batida à mão não trazia o melhor custo-benefício. Por isso, precisou investir em equipamentos. Comprou um forno grande e uma batedeira profissional, além de outros acessórios, que trouxeram agilidade e economia ao trabalho.

Encomendas para a Páscoa garantiram dinheiro extra em março

Ao invés de untar a forma com manteiga e depois acrescentar a farinha, passou a aplicar desmoldante com o pincel, o que não deixa o bolo grudar no recipiente, além de ser aplicado de forma mais ágil.

Agora, Fabiana planeja comprar mais um forno. Depois, quer construir uma cozinha individual para o trabalho. Ela pensa, inclusive, em investir em mais cursos de confeitaria e na sua formação como microempresária. “Eu vou trabalhar com a divulgação e personalização das minhas etiquetas”. E o negócio, que se torna cada vez mais profissional, já tem nome: “Fabiana Doces Sonhos”.

Patrícia Silva, 24, é correspondente do Campo Limpo.
@Patricia_Aps
patriciasilva.mural@gmail.com

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