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Blog dos correspondentes comunitários da Grande SP

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Pouco usados, telefones públicos de Carapicuíba estão em más condições

Por Blog

Com a grande adesão aos telefones celulares e às promoções das operadoras, moradores de Carapicuíba, na Grande São Paulo, quase não utilizam os telefones públicos da cidade.

A reportagem circulou por cerca de três horas pelo centro da cidade e viu poucas pessoas usando estes equipamentos em locais como o Calçadão, maior área de comércio da região, e a avenida Inocêncio Seráfico.

Orelhões são tomados por anúncios de prostituição

Uma delas foi a dona de casa Maria do Socorro, 45. “Os bônus do meu celular acabaram e, como estou insatisfeita com a operadora, geralmente utilizo o orelhão para falar com os parentes. Numa emergência, é muito importante”, conta.

”Só uso o orelhão quando estou na rua e acaba a bateria do meu celular”, revela a cabeleireira Thabata Rosa, 25. “Uso de vez enquanto, principalmente quando acabam os créditos do celular e não tem onde comprar mais”, afirma o mecânico João Santos, 53.

“Tenho celular, mas uso orelhão quando esqueço o aparelho. O telefone público é mais econômico”, garante o vendedor de roupas, Antônio Pereira, 51, que trabalha em frente a orelhões e conhece a região há 21 anos.

Existe ainda alguma dificuldade para encontrar cartões telefônicos no comércio da cidade.
“Há anos não vendo cartão, e sim crédito para celular”, relata Luciana Araújo, 38, que trabalha em uma padaria na avenida Inocêncio Seráfico.

Na Vila Silvânia, é possível encontrá-los em um bar. “Geralmente, vendo trinta cartões por semana. As pessoas sempre usam nos orelhões aqui na frente”, aponta a vendedora Marlene Ferreira, 50.

Equipamentos devem ganhar nova pintura em breve

Além da falta de uso, os orelhões da cidade sofrem com a sujeira e com a falta de cuidado. Alguns deles, mesmo não sendo utilizados com frequência, não são repintados ou reformados há algum tempo e servem de espaço para a divulgação de anúncios de prostituição.

A Telefônica Vivo informou, por meio de nota, que o vandalismo de orelhões no centro de Carapicuíba é comum. A empresa diz que todos os equipamentos são limpos ao menos uma vez por mês e que 70% deles passam por reparos preventivos a cada 30 dias.

Todas as cabines dos telefones deverão receber nova pintura em breve, para serem adequadas ao novo padrão visual da companhia, mas ainda não há uma data confirmada para que isso ocorra em Carapicuíba.
Anderson Ferreira, 24, é correspondente de Carapicuíba
@anderson2908
andersonferreira.mural@gmail.com

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