Artistas da periferia de SP participam de debate na USP

Por Blog

Termina nesta sexta-feira (24) a 9ª Semana de Ciências Sociais da USP, cujo tema é “Identidades e Projetos: A construção do Brasil da Raiz à Nação”.

Realizado pelo Centro Universitário de Pesquisa e Estudos Sociais Isis de Oliveira (CeUPES) desde segunda-feira,  as palestras foram organizadas pelos alunos de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da universidade.

O seminário tem o apoio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária da USP, do jornal Le Monde Diplomatique Brasil e da editora Boitempo.

Na terça-feira (21), o tema de uma das discussões foi “Da perifeira para o centro: Arte e cultura como resistência”. Compuseram a mesa o cientista social Dr. Tiaraju D’Andrea, o rapper Pirata, integrante do Fórum Hip Hop, e o poeta Binho, organizador do sarau que leva seu nome no Campo Limpo.

Tiaraju apresentou de forma sucinta os conceitos defendidos em sua tese de doutorado que se refere à formação social dos sujeitos “periféricos”.

“Trata-se de um indivíduo de um espaço geográfico específico que se apropria de sua condição identitária e passa a ter orgulho”.

Em sua exposição, o rapper Pirata afirmou que os artistas das periferias são mais engajados e assumem seus posicionamentos políticos. Além disso, também valorizou o fato de que o acesso à educação e cultura tem se ampliado. “Somos objeto estudado que também estuda. O diálogo mudou”.

Binho apresentou o curta-metragem “Curta Sarau” e, em seguida, relatou sua experiência na realização do sarau e da entrega de livros no terminal do Campo Limpo, na zona sul da cidade.

“Que a periferia seja objeto de estudo, mas que isso retorne para a periferia, se compartilhe esse saber. Se faz o doutorado e depois guardou, arquivou, e isso se perde, não existe uma continuidade. Que isso seja devolvido para a gente até se reconhecer”, afirmou.

“Para mim foi emocionante ouvir os palestrantes, pois eles revelaram muitas realidades que estamos trabalhando em Sergipe, como a dificuldade para realizar eventos e a expansão da cultura periférica sem nenhum apoio financeiro.”, conta Jessyca Dayane Siva, 23, estudante de ciências sociais da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Ela é militante do movimento nacional “Levante Popular da Juventude” e visitou veio ao congresso a convite dos organizadores.

Lívia Lima, 26, é correspondente de Artur Alvim
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Leonardo Brito, 26, é correspondente do Jardim Monte Azul
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leonardobrito.mural@gmail.com