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Blog dos correspondentes comunitários da Grande SP

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Blog é escrito por correspondentes comunitários --em sua maioria estudantes ou já formados em jornalismo, mas, sobretudo, interessados em contar o que se passa na região em que moram, na periferia da Grande SP.

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Bar em Itapevi realiza exposições de arte e troca de livros

Por Blog

Na cidade de Itapevi (região metropolitana de São Paulo), é escasso o incentivo à cultura. A única biblioteca pública da região, por exemplo, não possui acervo suficiente de livros

Foi para mudar essa realidade local que Veloso Lopes, 38, criou o Cohabar. O projeto mescla atividades culturais em um espaço tradicionalmente voltado para o happy hour. Há intercâmbio de livros entre os usuários, exposições de arte e atividades com discos de vinil.

Algumas das obras em exposição no Cohabar, em Itapevi, na Grande São Paulo

“Acompanhei a dificuldade de pessoas interessadas em atividades culturais. Cresci precisando ir para outras localidades em busca de conhecimento”, conta Veloso. Morador de Itapevi, ele viu na iniciativa uma forma de aproximar lazer e cultura aos moradores da região.

No Cohabar, a decoração é inspirada nos anos 70, 80, e 90. O espaço também busca trazer objetos que não fazem mais parte do cotidiano dos usuários, como uma máquina de escrever.

Apresentações de skatistas da região, grupos e cantores de rap, hip-hop, djs e intervenções de grafite também são realizadas no espaço, todas gratuitas.

Artistas de Itapevi que nunca haviam exposto peças de própria autoria antes, também têm a chance de exibir o seu trabalho no ambiente, ficando as obras à venda.

“Sou grafiteiro e formado em publicidade. Nunca havia vendido um quadro antes de expor minhas obras aqui. Foi uma experiência que marcou minha carreira”, diz Emerson Queiroz de Godoy, 25.

O proprietário do Cohabar, Veloso Lopes, e sua filha em frente a uma das pinturas na entrada do estabelecimento

A exposição também deu ao artista a oportunidade de levar suas peças para outros espaços. Os expositores aproveitam para trocar experiências entre si.

Como uma das criadoras do projeto Biblioteca Ambulante, no qual os leitores podem trocar seus livros já lidos por outros, Aishá Macedo, 27, diz que a iniciativa dá certo em um ambiente de bar.

“Falar sobre como um livro estimula a curiosidade é sempre positivo na mesa do boteco, pois desperta interesse até nas pessoas que não tem hábito de leitura”, destaca.

Narayhana Pereira, 21, correspondente de Itapevi.
@narayhana
narayhana.mural@gmail.com

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