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No aniversário de Osasco, avenida une história e crescimento da cidade

Por Blog

A cidade de Osasco, na Grande São Paulo, comemora nesta quinta-feira (19) seu aniversário de 53 anos de emancipação político-administrativa de São Paulo. História essa que está marcada na principal avenida do município.

Um dos primeiros atos da recém-empossada prefeitura, em 1962, foi homenagear os emancipadores com o nome avenida dos Autonomistas.

A via tem início no limite osasquense com a capital paulista e vai até o bairro de Quitaúna, junto à vizinha Carapicuíba. Antes de 1962, era denominada estrada de Itu, início do caminho que levava ao interior de São Paulo.

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O Movimento Autonomista foi criado por um grupo de moradores que buscou a autonomia do então distrito paulistano por falta de serviços públicos na região. A conquista veio após dois plebiscitos.

Atualmente, a avenida mescla história e o avanço da economia. São 7 km em meio a lojas de materiais de construção, shoppings, universidades, fábricas, o teatro [fechado para reformas], bancos e lanchonetes. Predomina o avanço da venda de automóveis. São, ao menos, 130 concessionárias, oficinas ou lojas de autopeças.

Há ainda sinais do bairro que existia antes da década de 1960, como o quartel do 4º Regimento de Infantaria e o Museu de Osasco, situado no centenário Chalé Bricola, o qual conta a história da cidade e do primeiro voo da América do Sul, realizado pelo inventor Dimitri Sensaud de Lavaud.

Nas duas pontas há terminais. Um pronto na Vila Yara e outro em construção no Km 21, obra aguardada há bastante tempo, como a reportagem do Mural já apurou.

MELHORIAS

Há 25 anos, o jornaleiro Milton Dias, 55, trabalha na avenida na região de Quitaúna, perto da estação General Miguel Costa. Sobre a via, aponta que é necessário resolver problemas como enchentes que fazem a água subir alguns degraus da banca. “É o problema maior. Com a melhoria das enchentes e o terminal vai ficar melhor”, avalia.

Durante o período em que trabalhou por ali, viu mudanças, como a chegada do Rodoanel. Apesar dos problemas, é otimista com o município. “A cidade é ótima, gosto muito”.

“Em primeiro lugar o que precisa é ver o problema dessas inundações que tem por aqui e a segurança”, ressalta o metalúrgico aposentado Sebastião Lino, 66. Ele citou que o local está mais escuro após o início das obras, mesmo com o grande fluxo de pedestres, e também a necessidade de poda de árvores que se enroscam à fiação.

As enchentes são afetam outros pontos da avenida, como o bairro Km 18. A prefeitura afirmou, no início do ano, que tem feito obras em parceria com a iniciativa privada para drenar as águas pluviais da região e contribuir para o combate às inundações no local.

Paulo Talarico, 24, é correspondente de Osasco
@PauloTalarico
paulotalarico.mural@gmail.com

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