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Blog dos correspondentes comunitários da Grande SP

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Blog é escrito por correspondentes comunitários --em sua maioria estudantes ou já formados em jornalismo, mas, sobretudo, interessados em contar o que se passa na região em que moram, na periferia da Grande SP.

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Eleição em Diadema foca em saúde e pode ter segundo turno

Por Blog

Os problemas na área da saúde são o principal desafio para o atual prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), conquistar a primeira reeleição e se consolidar no poder em uma das cidades que mais teve o domínio do PT com cinco prefeitos nos últimos 30 anos.

Com pouco mais de 330 mil eleitores, o município tem nove candidatos na eleição para prefeito, com a possibilidade de a disputa ir para o segundo turno.

Os candidatos ao cargo têm focado em promessas para a saúde, segurança pública e educação. No entanto, a saúde é a mais mencionada por moradores do município.

“O problema da gestão atual foi colocar pessoas de outros partidos devido às coligações (partidárias)”, afirma a assistente administrativa Elaine Bezerra, 34.

A crítica de Elaine tem relação com o fato de Michels ter nomeado o vereador José Augusto (PSDB), como secretário de saúde após receber o apoio do parlamentar no segundo turno de 2012. Mais votado para a Câmara, Augusto ficou no cargo até abril deste ano, quando voltou à Câmara Municipal para concorrer à reeleição.

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Em seu material de campanha, o vereador não menciona que atuou na saúde. “Enfrentamos muitas dificuldades: encontramos uma Prefeitura com dívida de R$ 2,5 bilhões, prédios em péssimas condições de manutenção, profissionais desmotivados e equipamentos quebrados”.

Diadema conta com 21 Unidades Básicas de Saúde (UBS), um centro de especialidades médicas e de exames complementares, o Quarteirão da Saúde, e um Hospital Municipal, no bairro de Piraporinha.

Sobre o hospital, a administração municipal informa em seu site que “além dos moradores de Diadema, o equipamento é referência para vítimas de acidentes de trânsito dos sistemas Anchieta-Imigrantes e Rodoanel”.

Apesar de receber pessoas com fraturas, o local não realiza cirurgias ortopédicas. “Fui internado com uma fratura no fêmur e aguardei dez dias para ser transferido para o Hospital Estadual de Diadema, onde passei pela cirurgia”, explica o pedreiro Fábio Borges, 47.

Outra questão a ser resolvida pelo prefeito eleito será em relação à UTI neonatal do Hospital Municipal, fechada desde 2013.

“Ainda existe um longo caminho para termos a saúde que queremos em nossa cidade, mas estamos conquistando importantes avanços”, alega Michels em sua rede social.

DISPUTA

Lauro tem como principais adversários dois vereadores. Sem a presença dos ex-prefeitos Mário Realli e José Filippi, o PT optou por Manoel Eduardo Marinho, o Maninho, quatro vezes vereador. O PRB lançou Vaguinho, enquanto o PSD tem Taka Yamauchi.

Eles foram os mais mencionados na única pesquisa divulgada no período eleitoral da cidade. Porém, o resultado da eleição é imprevisível, pois o levantamento foi no começo da campanha.

No levantamento divuglado pelo DGABC Pesquisas, Michels teve 26,8%, seguido de Vaguinho (PRB) com 14%, Maninho (PT), com 9,5% e Taka Yamauchi (PSD), 5%. Brancos e nulos chegam a 24,3% e 15,3% dos entrevistados não opinaram.

Foram entrevistadas 400 pessoas, no dia 29 de agosto, e a pesquisa foi registrada no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) sob protocolo SP-01573/2016.

Não foi feita projeção de um eventual segundo turno. Outros cinco candidatos também estão no páreo: Cruz (PSOL), Vandival Ferreira (PCO), Profº Ivanci (PSTU), Russo (PMN) e o Ambientalista Virgilio (Rede).

Diogo Marcondes, 27, é correspondente de Cidade Ademar
diogo.mural@gmail.com

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