Grajaú tem roda de samba na rua aos domingos

Por Blog

“O Pagode da 27 significa muito para a quebrada. A gente vem aqui e se sente em casa. Ele lava a alma no domingo e te entrega pronto para a segunda”, diz o encarregado de setor Rafael Xavier, 31, ao falar sobre uma roda de samba que acontece desde 2005 no distrito onde nasceu e mora, o Grajaú, zona sul.

Xavier frequenta o evento desde o primeiro ano e diz não conseguir passar uma semana sem participar. Vai com companhia, sozinho e tem até repertório predileto. Uma das músicas que mais gosta se chama ” A Comunidade Chegou”.

A roda de samba Pagode da 27 acontece todo domingo, das 16h às 20h, na rua Manuel Guilherme dos Reis, antiga rua 27, que é fechada aos domingos e feriados para atividades de lazer.

Pagode da 27, realizado aos domingos no Grajaú (Priscila Pacheco/Folhapress)
Pagode da 27, realizado aos domingos no Grajaú (Priscila Pacheco/Folhapress)

O Pagode da 27 é composto por dez músicos e mais de 20 compositores. O grupo valoriza as composições autorais no repertório e recebe colaboração de novos talentos das periferias. O público é composto por pessoas de diferentes cantos de São Paulo e de distintas classes sociais. “Vem gente de outros bairros da periferia e até de bairros nobres”, comenta Jeferson Santiago, 35, um dos músicos do Pagode.

Para comer e beber, os visitantes podem aproveitar as barraquinhas e bares localizados na própria rua. São vendidos salgados, drinques e cervejas. No bar que fica em frente da roda de samba, por exemplo, é possível encontrar cachaças nos sabores maracujá, coco e catuaba.

Outro destaque são os grafites que decoram a rua onde os sambistas tocam. Entre as imagens, estão as desenhadas pelo grafiteiro Mauro Neri. O artista nascido no Grajaú é o criador do termo “Veracidade” espalhado pelos muros e postes da capital paulista.

O pagode é um encontro gratuito, mas os músicos pedem para que os frequentadores levem 1 kg de alimento não-perecível. Os produtos arrecadados são doados.

Rua Manuel Guilherme dos Reis, s/nº, Pq. Grajaú, s/tel. Dom.: 16h às 20h. Livre. GRÁTIS (a organização pede 1 kg de alimento não perecível).

 

Priscila Pacheco, 28, é correspondente do Grajaú
@pricsp
priscilapacheco.mural@gmail.com

 

Dica publicada no Guia Folha de 30/9/16.