Cemitério de São Miguel sofre acúmulo de lixo e falta de manutenção

Não é de hoje que o Cemitério da Saudade, em São Miguel Paulista, no extremo leste de São Paulo, apresenta reclamações dos moradores do bairro em relação à falta de manutenção. Mato alto, acúmulo de lixo, passagens cheias de buracos e jazigos abertos são frequentes pelos 134 mil m² de terreno.

Um vídeo postado nas redes sociais há algumas semanas mostra uma parte do cemitério em que a falta de poda impede a identificação dos túmulos.

A bancária Milene Pereira, 29, passou pela mesma situação na última vez que foi visitar o túmulo de seu pai. “Eu só consegui localizar porque um outro morador me ajudou com uma enxada”, conta. Ela chegou a pagar um jardineiro para cuidar do espaço, mas não resolveu o problema

Milene também afirma que fez uma reclamação por escrito diretamente com a administração do Cemitério da Saudade, mas não obteve retorno. “Eles me fizeram escrever uma carta, ficaram de me ligar e até agora nada”, diz.

No local, há dois cenários. Uma parte do cemitério está preservada, enquanto outras seguem com lixo visível e mato para aparar, além de alamedas sem manutenção e abandono de animais.

Um funcionário que não quis se identificar disse que a limpeza do cemitério é feita de acordo com um cronograma, mas que, devido às chuvas nesta época do ano, o mato cresce mais rápido.

Por outro lado, a cirurgiã-dentista Priscila Andrade, 41, diz já ter reclamado diversas vezes e que o cemitério é ‘esquecido’ antes mesmo da gestão atual. “Já estive várias vezes lá e sempre reclamei com os funcionários e com a administração, mas eles não se importam. Dizem que vão dar um jeito e nada é feito”, afirma.

“A população do bairro tem que se unir. Só meia dúzia reclamando não adianta. Precisamos de alguém para lutar com isso, afinal pagamos nossos impostos”, continua.

PREFEITURA

Em nota, o Serviço Funerário do Município de São Paulo disse que tem intensificado o controle e fiscalização dos serviços de zeladoria. “A administração do Cemitério da Saudade não recebeu reclamação de visitantes em relação ao mato que cresce mais rápido, mas informa que está realizando a manutenção por etapas, junto com a empresa contratada e funcionários”.

Mato encobre ossário do Cemitério da Saudade (Foto: Eduardo Silva/Agência Mural/Folhapress)

A pasta acrescentou que a conservação dos túmulos e jazigos deve ser feita pelos próprios concessionários. Outro problema é a falta de segurança, que acaba ocasionando furtos dentro das dependências.

A administração diz ainda que pretende transferir a manutenção para o setor privado. Um processo foi iniciado em 2017, mas o Tribunal de Contas do Município suspendeu o procedimento. “A secretaria responsável já respondeu aos questionamentos do TCM e agora aguarda a liberação para dar continuidade ao processo”, finaliza.

Eduardo Silva é correspondente de São Miguel Paulista
eduardosilva.mural@gmail.com

Comentários

  1. Realmente, a situação dos cemitérios públicos nos municípios brasileiros é muito grave, apesar do “CONAMA” – Conselho Nacional do Meio Ambiente, ter baixado a norma 335/2003 que obriga os cemitérios a se enquadrarem nas novas exigências, muito pouco tem sido feito pelas Prefeituras, a GeCem-Consultoria (www.gecem.com.br) desenvolveu um projeto voltado para o setor de Cemitérios Públicos/Particulares, com soluções simples e a baixo custo que SOLUCIONA os problemas que atualmente os municípios estão enfrentando.
    atenciosamente
    engo Benê → Sócio – Fundador

    São Paulo – Capital
    Tel.: 11 9.9134-2008
    11 9.92611959
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    http://www.gecem.com.br
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