Alunos de escola pública decidem não aderir ao projeto de ensino médio integral

Por Cíntia Gomes

No mês de maio alunos e professores da escola estadual Ministro Costa Manso, no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo foram surpreendidos com a possibilidade da implantação do modelo de Ensino Médio Integral.

O anúncio gerou desconforto, pois as mudanças seriam muitas e a vida da maioria dos alunos e  do corpo docente seria afetada, seja pelo aumento da carga horária como também a incerteza da continuidade deles na unidade escolar.

A dirigente regional de ensino centro oeste de São Paulo, Rosangela Valim, explica como funciona o modelo. “As aulas passariam a ser das 7h às 16h, teriam as disciplinas do currículo e as demais seriam as disciplinas eletivas, aplicadas de acordo com o perfil de cada aluno. Os professores trabalhariam nesta escola por 40 horas semanais, mas sendo efetivos em outra escola. Para aqueles que dão aula em outros períodos em outras unidades, precisariam escolher onde iriam ficar, o mesmo se aplica para os alunos que fazem curso técnico, estágio, trabalham ou realizam atividades extraclasse”.

Alunos da escola estadual Ministro Costa Manso

Os pais disseram gostar muito da escola e que não gostariam de tirar os filhos da instituição. De acordo com a aluna do 3° ano Raphaela Cavaline, 16, muitos dos estudantes são de outros bairros ou cidades. Ela, por exemplo, é de Diadema, na Grande SP.

“Quem não pode vir nesse período para onde vai? Para a escola da periferia onde não tem aula? Se os pais nos mandam estudar longe de casa, é porque querem um ensino bom e, agora, por causa desse projeto, podemos ser encaminhados para outro lugar”, desabafa.

Contra a adesão das aulas integrais, os alunos organizaram manifestações, fizeram um abaixo assinado e elegeram representantes entre si. Conseguiram que a decisão fosse realizada de forma democrática e contasse com a participação de pais, professores e alunos.

Por meio de uma votação, decidiram por não aderir o Ensino Médio Integral.

Pais, alunos e professores se reúnem para decidir modelo de ensino

Satisfeita com o ensino atual da escola, Lídia Marli Moreira Bezerra, 45, confeiteira e moradora do Jardim Ângela, zona sul de São Paulo, conta que o colégio já garantiu o acesso à faculdade de sua filha e de um sobrinho, agora a segunda filha também estuda nele.

“É uma excelente escola. A diretora é muito boa, sempre traz coisas novas. O projeto é bom, mas muita gente iria perder. A iniciativa dos alunos em busca de continuarem aqui, é maravilhosa. Mas, o ideal é que as escolas da periferia melhorassem”, diz.

O aluno Caio Lira, 16, comemorou a decisão. “Parabéns aos alunos dos 1º, 2º e 3º. Todos têm o mérito da decisão e de ir em busca do melhor. Assim como nós do último ano, lutamos pelos outros anos, espero que possamos nos colocar sempre uns no lugar dos outros”, afirma.

 

Cíntia Gomes, 28, é correspondente da Riviera Paulista.
@cintiamgomes
cintiagomes.mural@gmail.com

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42 comentários feitos no blog

  1. Henrique comentou em 01/06/12 at 15:32 Responder

    Peraí, tão reclamando que onde moram não tem ensino bom e quando decidem melhorar o ensino aumentando a carga horário eles não querem???

    Que contraditório, não???

    • Caio Lira comentou em 01/06/12 at 18:57 Responder

      Se fosse haver uma melhora no ensino eu seria o primeiro a concordar…
      Mas aumentar a carga horaria…so pra “prender” mais os alunos na escola…isso naum tem um porque, seriam cursos banais…que não qualificaria nós, alunos para o mercado de trabalho

      • Marcelo Mathias comentou em 02/06/12 at 12:43 Responder

        Aqui tudo é errado. Escola tem que qualificar para a vida que virá, mercado de trabalho é apenas consequencia.
        Qualquer paisinho decente, aula integral é normal e corriqueira, aqui nego luta contra.
        Se a grade horária não é boa, que brigassem por uma melhor e não contra o periodo integral.

        • Caio Lira comentou em 04/06/12 at 19:11 Responder

          Qualificar para a vida com cursos banais não é uma boa…Como já disse anteriormente, se fosse algo para melhorar de fato o ensino, nós alunos iriamos a favor, se por acaso ano que vem vierem com planos melhores, suponho que será aderido

          • Ismael comentou em 06/07/12 at 0:10

            A idéia não é ruim, já vi bons resultados em escolas aqui no RS. O que barra esta proposta de ensino é a infraestrutura da escolas e ai recai um bom plano pedagógico, espaços físicos condizentes com a proposta etc. E essas eletivas que muitas vezes nada mais é que dar uma bola para os alunos jogarem no pátio que estraga, ou seja, essas que deveriam mudar o modelo anterior apenas servem de passa tempo e nada acrescenta à educação.

        • elaine cristina de siqueira comentou em 30/11/12 at 17:59 Responder

          concordo marcelo mathias..afinal essa será a unica forma dos alunos estudarem fora dos horarios de aula,pois a escola de ensino integral tem propósito de trazer mais atividades culturais e incentivo a arte e a pesquisa..coisa que muita gente não gosta mesmo..

      • Guilherme comentou em 04/06/12 at 6:29 Responder

        Caro Caio!

        Você precisa melhorar urgentemente seu português. Quem sabe se te prendessem na escola mais tempo nao melhoraria?

        • Caio Lira comentou em 04/06/12 at 19:13 Responder

          Bom, se estou na internet, não preciso escrever um português 100% correto…Não é porque escrevi com “gírias” da internet, que eu não sei escrever, antes de falar asneira, pensa um pouco ;D

    • SONIA comentou em 10/07/12 at 11:15 Responder

      QUEM DISSE QUE UMA CARGA HORÁRIA MAIOR GARANTE APRENDIZAGEM. ISSO É APENAS MAIS UMA ENGANAÇÃO DO GOVERNO(PSDB). FALO COM CONHECIMENTO DE CAUSA,SOU PROF. DA REDE PÚBLICA ESTADUAL HÁ 24 ANOS.

      • Rosa comentou em 12/07/12 at 13:51 Responder

        o duro é que toda mudança que quer ser implantada nas escolas é sempre considerada “política”, sempre, sempre, e se for? O que é importante é avaliar se trará beneficíos!!

    • Lucia comentou em 10/07/12 at 20:42 Responder

      “Perai” voce henrique, não é a carga horaira que garantira um bom ensino, bem se vê que voce não conhece as escolas publicas… o modelo de escola deste governo fará de nossas escolas um “deposito de crianças e jovens”, é necessario melhorar as condições de ensino e não é com escola integral que essa melhoria aparecerá.

  2. Phillipi comentou em 01/06/12 at 19:00 Responder

    me orgulho de estuda nessa escola e de ter participado disso.
    VALEU GALERA

  3. Igor Lira comentou em 01/06/12 at 19:03 Responder

    Henrique , primeiro entre no assunto para depois falar algo , oque iriam implantar seria aulas como culinária,dança e afins , e por ai vai , onde isso iria melhorar o ensino?seria só uma jogada politica , para dizer q em
    SP tem x escolas com ensino integral , quando não passa de uma grande mentira

    • SONIA comentou em 10/07/12 at 11:16 Responder

      É ISSO AI IGOR,VOCÊ ESTÁ CERTÍSSIMO EM SEU COMENTÁRIO.

      • Rosa comentou em 12/07/12 at 13:53 Responder

        Por que uma iniciativa “política” não pode ser aproveitada e transformada em algo bom? Só reclamar, reclamar é que não adianta

  4. Daniel Franco comentou em 01/06/12 at 23:18 Responder

    Boa noite galera! PARABÉNS!! Jovens como vocês que fazem eu seguir minha caminhada todos os dias. Vocês, ainda bem, não são os únicos a lutarem pelos direitos dos secundarista. Existe um grupo chamado Juntos! e a Rede Emancipa de cursinhos populares que tem a mesma ideologia que vocês. Obrigado por existirem e logo mais estarei nesta escola para conhecer melhor os alunos e esse gremio que fez toda a diferença!!
    Daniel Rojas
    danielrojassilva@hotmail.com
    face: daniel franco (danielfrs1994@hotmail.com)

  5. Sidnei Ribeiro de Moraes comentou em 02/06/12 at 13:29 Responder

    Não acredito, mas a idéia é disciplinas eletivas (e não perfumarias), laboratórios secos e úmidos (Física, Química, Biologia e Robótica), tutor para acompanhar projeto de vida do aluno (vestibular, ser técnico, esportista, artista, etc.). Só 16 escolas começaram esse ano. Não dá para avaliar. Mas como foi idealizada por pedagogos de gabinete e não por quem está em sala de aula, tem tudo para dar errado…

  6. Mauro Alves da Silva comentou em 03/06/12 at 5:37 Responder

    EE Ministro Costa Manso

    Segundo dados do MEC, havia 133 alunos matriculados na 3ª serie d ensino médio em 2010

    No Idesp 2010 (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), a escola tirou nota 2,42
    E mesmo assim, somente 116 alunos foram avaliados entre os 133 matriculados.

  7. hagata comentou em 05/06/12 at 6:52 Responder

    a notícia parece não oferecer todos os dados para uma avaliação da situação. Sou a favor da escola integral porém com qualidade e estrutura e parece-me que não era isso que iria acontecer. Uma escola que funciona em dois turnos começar a funcionar com um turno apenas e com o mesmo número de alunos sem uma reforma estrutural do espaço físico da mesma e sem um acompanhamento pedagógico sério do que acontece nesse período integral fica inviável. Alias, culinária, dança, teatro não são saberes menores são extremamente importantes quando bem aplicados no ensino formal. O que não pode é faltar é todo o restante e tentar maquear com trabalho meia boa e professores sem condições de trabalhar. Pareceu-me que para a escola funcionar nestes moldes teria que transferir metade dos alunos exatamente pq a estrutura n comporta tanta gente, ou seja, já começa bem errado…

    • Caio Lira comentou em 08/06/12 at 16:14 Responder

      Sim, a notícia por conta de ser online, suponho que teve que ser diminuída, mas o que você disse procede, nossa escola, Min. Costa Manso não tem estrutura para ensino integral, pois foi construída voltada a Ensino Médio…
      E se fosse aderida, metade dos alunos seriam meio que expulsos da escola…já que o número de salas não comportaria todos dos turnos manhã e tarde

  8. Tarcísio Mendes comentou em 05/06/12 at 13:08 Responder

    Eu sou contra o ensino integral. Uma coisa errada que acontece em 5 horas diárias, vai passar a acontecer por 8 horas! A escola NÃO tem que assumir integralmente a responsabilidade por estes alunos pois eles tem pai e mãe!

  9. Cristiano comentou em 07/06/12 at 20:13 Responder

    pior do brasil é o brasileiro… tal modelo seria ótimo mas mesmo assim o povo continua na mentalidadezinha de que escola é somente pra pegar o “diproma”

    • antonio ramos comentou em 14/06/12 at 23:38 Responder

      os meninos não querem se formar cozinheiros , querem ser engenheiros, porque não pergunta pro governador que tipo de escola esta implantando

      • Rosa comentou em 12/07/12 at 13:54 Responder

        Por que não perguntar para a comunidade escolar e fazer um projeto legal?

      • Marília comentou em 20/09/12 at 13:48 Responder

        Que preconceito com os cozinheiros? Trabalho diretamente com eles e digo, sem eles os engenheiros não comeriam em período de serviço.
        Um curso de cozinha pode transformar o sonho de quem não possui condição financeira de pagar um curso de gastronomia!

  10. Rogerio comentou em 07/06/12 at 20:22 Responder

    Pessoal,

    Sinceramente, não sei se vocês estão lutando pela coisa certa!

    O Ensino integral é comum nas nações mais evoluídas culturalmente e SIM, preparar melhor os alunos, tanto para a vida como para o mercado de trabalho…

    Desde que seja feita uma boa combinação de matérias Eletivas e Obrigatórias e ambas tenha qualidade.

    Você como “clientes” da escola estão pedindo que a escola entregue menos…quando ela quer dar mais?? é isso? Algo como ir na padaria pedir 1 litro de leite e o balconista tentar te entregar um litro e meio e você dispensar… notem que não estou me referindo a qualidade do leite, onde a luta é 100% valida, mas sim da quantidade!!

    Queria que na minha época o ensino médio fosse integral!

    Boa sorte para vc´s Alunos!

    • SULIVAN OLIVEIRA SILVA comentou em 13/07/12 at 11:31 Responder

      Este projeto do governo estadual é para inglês ver, não funciona e muitos alunos ficam sem escola para estudar, um exemplo é em Cajamar onde alunos estão sem escola por causa deste projeto

  11. Fernanda comentou em 10/06/12 at 21:08 Responder

    Diante do que li na matéria faltam algumas informações como,quais tipos de atividades seriam ministradas? Pelo que li no comentário do Igor Lira se as atividades seguirem essa linha realmente não ajuda em nada, atividades como oficinas de redação, matemática, ciências, teatro e até música ajudariam e muito o desenvolvimento dos alunos, os ajudariam por exemplo na melhora do desempenho nas provas, no raciocinio e como consequencia passariam nos vestibulares. Mais sei muito bem da realidade Brasileira,muita coisa na estrutura teria que mudar, começando pela remuneração dos professores e transporte dos alunos.

  12. Caio Lira comentou em 11/06/12 at 16:27 Responder

    Vou explicar os motivos principais pelo qual nós fomos contra;
    1- Escola não tem nenhuma estrutura para comportar ensino integral;
    2- Os cursos que foram oferecidos, não nós qualificariam;

  13. Rodrigo comentou em 12/06/12 at 13:37 Responder

    Uma das propostas que defendo para melhoria da educação no país é, justamente, a implantação gradativa do ensino integral. Além das disciplinas do currículo, é importante que o aluno tenha contato com atividades de teatro, música, dança, esportes, etc.
    Tudo para complementar os conhecimentos e conduzir o aluno à reflexão, e não somente a cópia.
    É caso para se pensar. Se há propostar para mudar, por que não tentar? Por que permanecer insistindo no erro que é a educação pública no Brasil, principalmente em São Paulo, no estado mais rico da nação? E por que esses modelos não são implantados na periferia, área com maior carência de professores?

  14. antonio ramos comentou em 14/06/12 at 18:48 Responder

    Rodrigo porque tanta insistência, não seria mais fácil respeitar os alunos??? porque não tenta convencer o governador a parar de fazer politicagens com alunos libertos.

  15. Adilson Martins comentou em 20/06/12 at 5:11 Responder

    Lembrem-se todos os senhores: alunos,professores, funcionários e comunidade local: Educação é um Projeto de Sociedade e não de Partidos politicos…É mister acrescentar,que toda a mudança gera conflitos pois ainda somos carentes de mais INFORMAÇÃO e FORMAÇÃO. Sou favorável a Educação Integral.Porém dentro dos parametros que justifiquem tal implantação. É preciso avaliar e entender melhor para podermos tecer comentários mais producente.
    Boa Sorte á todos…

  16. Thiago. comentou em 20/06/12 at 13:12 Responder

    A escola tem o papel de formar para a vida, e não produzir um bando de analfabetos funcionais para suprir a demanda do famigerado mercado de trabalho, não sei qual é situação desta escola, mas na minha foi exatamente igual, implantaram o ensino integral arbitrariamente, e no fim das contas passávamos o dia todo em uma escola esvaziada de conteúdo e repleta de aulas vagas.
    Terminei o ensino médio em 2011, e hoje tenho a certeza que perdi muito tempo com um ensino de péssima qualidade.
    Esses que acham que o ensino integral é um mar de rosas, não devem frequentar, tampouco conhecer a realidade atual do ensino público. É fácil aplaudir uma decisão quando não se está sujeito a ela.
    Parabéns pela mobilização, se na minha escola tivéssemos feito o mesmo, talvez tivéssemos perdido menos tempo com um ensino tão ruim.

  17. Tarcísio comentou em 05/07/12 at 22:14 Responder

    Sou contra. Aliás, três horas de aula “tá de bom tamanho”. Chega de passar a responsabilidade pela criança ao professor. O professor não tem que criar o filho dos outros. Ele está lá para instruir. Prá fazer isto, três horas basta.

    • Caio Lira comentou em 23/07/12 at 15:59 Responder

      Na verdade são 5 horas e 20 minutos =P
      o resto concordo

  18. Antonio Mario Cardoso da Silva comentou em 10/07/12 at 10:00 Responder

    O governo de São Paulo confunde Gestão Democrática. Na gestão democrática os alunos, os professores e a comunidade participam da elaboração do projeto. Aqui em São Paulo, os autores são convidados apenas para implementar o projeto. Por isso, que dar errado!!! Acorda PSDB!!!

  19. Julia Taunay comentou em 10/07/12 at 11:42 Responder

    Sou ex-aluna do Costa e gostaria de obter maiores informações sobre a proposta e os argumentos dos alunos. Caio Lira (ou qualquer outro aluno), vc poderia me ajudar a esclarecer esses pontos? Ainda existe o Grêmio?

    Abs

    • Caio Lira comentou em 23/07/12 at 15:55 Responder

      Os argumentos já foram ditos acima, mas o principal é a falta de estrutura do Costa para poder suportar um ensino integral.
      Propostas, bom, falaram que dariam matérias seletivas…Dança,Culinária, etc…
      Que claramente não nós ajudaria a evoluir para um futuro próximo…

  20. Pedro comentou em 16/07/12 at 8:34 Responder

    É um projeto que já nasce ,infelizmente , falido pelo seu modelo!

  21. Agnes Melo comentou em 16/07/12 at 9:24 Responder

    Muito bom né? É lógico que os alunos não querem isso, tudo o que tem a ver com responsabilidade provoca desconforto.. E depois eles reclamam que a rede publica não oferece ensino de qualidade!

    • Caio Lira comentou em 23/07/12 at 15:58 Responder

      Não fale coisas que não sabe…
      Muitos dos alunos já tem muitas responsabilidades além da escola, cursos, trabalho, etc…

  22. Marília comentou em 20/09/12 at 13:47 Responder

    Meu deus! cada um fala o que quer da forma que quer!
    Eu como mãe, gostaria sim de ver meu filho na escola integral, melhor ele “jogando bola” na escola, do que jogando vídeo game em casa ou vendo putaria na internet.
    Escola integral não é necessariamente fazer algum curso, e sim atividades durante o período pós aula, como trabalhos escolares e lições de casa.
    Fiquei demasiada triste com o comentário do sr. antonio ramos comentou em 14/06/12 at 23:38 , no qual ele diss que os meninos não querem se tornar cozinheiro, e sim engenheiros, qual o preconceito com os cozinheiros? Trablho diretamente com eles e digo, sem eles muitos dos engenheiros não comeriam em período de serviço.
    Um curso de cozinha pode transformar o sonho de quem não possuicondição financeira de pagar um curso de gastronomia!

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