Sítio Mirim, um patrimônio histórico abandonado na Vila Jacuí

Por Vander Ramos

 

 

Na avenida Assis Ribeiro, altura do número 9500 e ao lado do bairro União de Vila Nova, região do distrito de vila Jacuí, zona leste da capital paulista, estão as ruínas da Casa Bandeirista do Sitio Mirim. Um patrimônio histórico tombado pela Secretaria Municipal de Cultura no ano de 1973.

 

 

 

O local conta um pouco da história de São Paulo, pois é um espaço que mostra um pouco do que foi a vida rural na época do Brasil Colônia. Para os arqueólogos, o maior valor está no subsolo, onde estão enterrados os artefatos utilizados no século 16 e 17.

 

 

O provável morador foi o guarda-mór Francisco de Godoy Preto, que a construiu por volta de 1750. Há historiadores que afirmam que, pelo estilo da construção da casa, ela pode ser ainda mais antiga.

 

Madeiras raras nas portas e paredes em taipa de pilão podem ser apreciadas nas ruínas. A casa rural foi utilizada como parada dos bandeirantes no século 18. O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) guarda um registro fotográfico da casa ainda preservada em novembro de 1945.

 

Após 39 anos do tombamento, no entanto, pouco foi feito pela conservação do local e a cada ano que passa há menos o que se preservar.

 

 

O telhado da construção não resistiu ao tempo e caiu há muitos anos, e algumas das paredes também já desabaram. Há rachaduras por toda parte e, além disso, há pichações nas paredes e não é raro encontrar lixo acumulado ali.

 

A ausência de uma placa de identificação no local e a falta de iluminação nas ruínas contribui para a depreciação e esquecimento do sítio.

 

 

Vander Ramos, 51, é correspondente do Itaim Paulista.
@vander521
vander.mural@gmail.com

 

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10 comentários feitos no blog

  1. Marco Antonio Gomes comentou em 11/07/12 at 20:54 Responder

    Na mesma região há um outro sítio histórico interessantíssimo, na Estrada Biacica, no Jardim Helena. Só não está destruído porque foi ocupado por pessoas que cuidam do patrimônio.

  2. JOSE PARZIALE RODRIGUES comentou em 11/07/12 at 21:27 Responder

    CARO AMIGO VANDER, LENDO SUA COLUNA SOBRE O SITIO MIRIM, INFELIZMENTE NÃO É O ÚNICO DESCASO DO PODER PÚBLICO COM A CIDADE DE SÃO PAULO. CONTE COMIGO PARA INICIARMOS UMA CAMPANHA PARA FAZER COM QUE O PODER PÚBLICO MUNICIPAL TOME UMA ATITUDE FORTE A RESPEITO DE MELHORIAS CITADAS POR VC. COMO ILUMINAÇÃO E DEMAIS ATOS PARA CONSERVAÇÃO. NÃO SEI DE SUA LIGAÇÃO COM O VEREADOR RICARDO TEIXEIRA, EDIR SALES, ADOLFO QUINTAS E OUTROS QUE POSSO ESTAR ESQUECENDO E COBRAR DOS MESMOS ALGO QUE VENHA A CONSERVAR ESTE PATRIMÔNIO. PARA QUEM NASCEU EM SÃO MIGUEL EM OUTUBRO DE 1945, MUITO SE FÊZ PARA APAGAR A HISTÓRIA DE SÃO MIGUEL. É UMA PENA…JOSÉ PARZIALE RODRIGUES

  3. Eduardo comentou em 11/07/12 at 22:01 Responder

    Povo sem passado; povo sem futuro. Dói no coração ver uma coisa dessas – nossa indigência cultural.

  4. Angela Spessotto comentou em 11/07/12 at 23:21 Responder

    A Igreja de Ermelino Matarazzo, juntamente com Pe. Ticão distribuiu um livro que conta a história de Ermelino Matarazzo, e tive a oportunidade de ver as fotos deste casarão quase que inteiro. Não consegui um exemplar desta revista, gostaria, porém cheguei atrasada. Qdo criança costumava brincar neste casarão, me lembro que tinha até os ferros onde acorrentavam os escravos.

  5. Ruberval Profeta Ramos de Araújo comentou em 11/07/12 at 23:48 Responder

    Em 2005 tentei contato com o SPHAN para alertar sobre o abando do sitio arqueológico. Pouca ou nenhuma importância deram às mensagens com imagens do local. Na época podia-se notar que estavam empilhando madeiras com o propósito de erquerem barracos – possivelmente iriam armar uma favela no local.
    Alguns moradores tomaram as rédeas e impediram que o local fosse invadido e lá surgisse mais uma favela – COMUNIDADE para os POLITICAMENTE CORRETOS.

  6. VERA LUCIA BEZERRA SILVA comentou em 12/07/12 at 0:31 Responder

    AFINAL, NADA MAIS TEMOS PARA CONCERVA, NESTE LOCAL.

    • joão andre ribeiro lepsch comentou em 13/07/12 at 13:08 Responder

      Vc. usou a palavra “afinal” em vez de “infelizmente” e o patrimônio pode e deve ser reestruturado e revitalizado. A igreja da fundação de São Paulo, o páteo do colégio foi totalmente reconstruído. Agora digo eu: Infelizmente o paulistano parece que tem uma espécie de doença em relação a preservação do patrimônio, coisa que até hoje não entendi o motivo. Afinal preservar a memória não significa ir contra a modernidade. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

  7. eli comentou em 12/07/12 at 11:18 Responder

    demoro algo sobre esse local, sempre falei desse sitio aos meus filhos e ate eles tinham duvidas, pois nao existe no local placa ou qqer informação sobre e na ausencia de informação os propios moradores nao valorizam o local…

  8. ROGER LAPAN comentou em 23/07/12 at 22:54 Responder

    ESTE PATRIMONIO HISTORICO, MUITO IMPORTANTE PARA SÃO MIGUEL PAULISTA ESTA SE ACABANDO A CADA DIA, JÁ PUBLIQUEI MATERIAS SOBRE ESTE ASSUNTO E NUNCA FOI FEITO NADA. ATÉ QUANDO VAMOS FICAR ESPERANDO TD ISTO VIRAR PÓ !

  9. Gabriel Galhardo comentou em 08/11/12 at 9:10 Responder

    Gostaria que as autoridades que um dia fizeram o tombamento dessa relíquia cultural, que hoje em dia está muito longe de ser preservada, olhassem um pouco mais para o passado, pois esse passado tornou-se muito distante. Onde esta a preservação.?

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