Periferias de SP têm marmitex mais caro, mercados cheios e falta de ônibus em dia de greve

A greve dos caminhoneiros, que chega ao quarto dia nesta quinta-feira (24), gera dificuldades nas periferias de São Paulo. Linhas de ônibus foram suspensas, há filas em mercados e aumento de preços.

Na periferia de Mairiporã, na Grande São Paulo, o dia foi mais silencioso que o normal, mas o carro dos ovos (30 unidades por R$ 10) passou normalmente. No entanto, aumentos começam a surgir: a taxa de entrega do marmitex, por exemplo, subiu de R$ 2 para R$ 4.

A tranquilidade nos postos de combustível na noite de quarta-feira (23) desapareceu nesta quinta (24). Pela manhã, grandes filas de veículos ocupavam as principais vias da cidade. Na hora do almoço, já havia postos fechados. Os que ainda tinham combustível vendiam apenas gasolina aditivada e etanol.

A circulação do transporte público continua normal, porém os ônibus abasteceram nos postos de rua. A circulação nos próximos dias ainda é incerta, podendo ser feita em horário reduzidos. Desde a manhã, a rodovia Fernão Dias, que corta Mairiporã, tem bloqueios e protestos na região entre a capital e Guarulhos, e filas em postos como os da rede Graal. (HUMBERTO MULLER)

Falta ônibus em Itapecerica da Serra

Na manhã desta quinta, moradores de Itapecerica da Serra e região que dependiam da linha 32 – Pinheiros/Parque Paraíso, da EMTU, foram impedidos de chegar ao trabalho. Segundo a Viação Miracatiba, as linhas que circulam pelo km 280 da rodovia Régis Bittencourt (BR-116) foram paralisadas, sem previsão de retorno, devido a um bloqueio no local.

A assistente contábil Franciele do Carmo, 20, trabalha na Régis Bittencourt e conseguiu chegar ao trabalho de carro, mas seus colegas não tiveram a mesma sorte, “Algumas pessoas não vieram por falta de ônibus”, contou.

Moradores da região já enfrentaram problemas na noite de quarta-feira (23). Igor Carvalho, 20, não conseguiu retornar da faculdade, no Butantã, pelo caminho habitual por falta de ônibus na linha 32. “Voltei de metrô e levei o dobro do tempo que levaria indo pela BR”, contou o estudante. (GÉSSICA CARVALHO)

Mercado tem fila no Jd. Eliza Maria

Alessandra Peres, autônoma que mora na Brasilândia, zona norte de São Paulo, foi fazer compras de emergência no bairro vizinho, o Jardim Eliza Maria. Com os preços em alta nos supermercados e a falta de alguns mantimentos, ela foi buscar gás e comida para estocar em casa, com medo de que o preço suba nos próximos dias ou haja desabastecimento.

“O mercado estava lotado. As pessoas estão comprando tudo para não faltar nada em casa nesse período de greve. Eu sou a favor dessa manifestação, porque está tudo caro. Só assim para o governo se tocar e melhorar esse país”, considera ela. (LETICIA MARQUES)

Ônibus demoram o dobro do tempo para passar no Capão Redondo

Na avenida Comendador Sant´anna, apenas os micro-ônibus para Santo Amaro estão circulando com maior frequência. Os demais ônibus para os terminais Capelinha e João Dias estão demorando entre 10 a 15 minutos para passar. Em dias normais, passam a cada cinco minutos.

Nos postos de gasolina do bairro, frentistas informam que não há combustível e que não há previsão de reabastecimento do estoque. (DALTON ASSIS)

Postos de combustíveis amanheceram lotados na região de Osasco

Nas cidades da região oeste da Grande São Paulo, os ônibus circularam normalmente na manhã desta quinta-feira (24), mas os postos de combustíveis estavam cheios em vários pontos, em especial em Osasco e Barueri.

Um cobrador comentou que não havia aviso sobre possíveis paradas, mas que poderia haver redução no número de coletivos. Em Barueri, uma motorista relatou ter demorado 1h30 perto da região central para conseguir abastecer seu veículo. (PAULO TALARICO)

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