São Bernardo, Pirapora e Juquitiba se tornam municípios de interesse turístico

Carolina Franca

Três municípios localizados na região metropolitana de São Paulo receberão cerca de R$ 600 mil por ano para investir no turismo local. São Bernardo do Campo, no ABC paulista, Pirapora do Bom Jesus, na região oeste, e Juquitiba, na região sudoeste, foram confirmados como MITs (Municípios de Interesse Turístico) nesta terça-feira (5), em votação na Assembleia Legislativa.

Os deputados estaduais aprovaram o projeto de lei que coloca ao todo mais 43 cidades do estado com essa classificação. Há dois anos, outras 97 receberam esse status. O texto vai para sanção do governador João Doria (PSDB).

As três cidades se juntam a Mairiporã, Santa Isabel, Guararema e Mogi das Cruzes, também na Grande São Paulo, e que se tornaram MITs em 2017.

Pirapora do Bom Jesus foi escolhida por conta do turismo religioso e por ser tradicionalmente conhecida pela recepção de romarias. A cidade de 20 mil habitantes recebe 300 mil visitantes anualmente e é considerada também o Berço do Samba Paulista.

No caso de Juquitiba, a 70 km da capital, o motivo foi o potencial para o ecoturismo e turismo de aventura. O município se encontra em uma faixa de Mata Atlântica, pertencente ao Parque Estadual da Serra do Mar e do Jurupará.

Das três cidades, a mais próxima da capital é São Bernardo do Campo. O município apresentou como atrativo os parques “Cidade da Criança” e “Virgílio Simionato”.

Segundo estimativas da prefeitura, em 2017, mais de 334 mil visitaram a região. Só no Festival de Verão da Prainha do Riacho Grande, foram 100 mil pessoas.

Cachoeira em Juquitiba. Parque da Serra do Mar foi um dos atrativos citados em projeto (Divulgação/Prefeitura de Juquitiba)

CORRIDA TURÍSTICA

Para receber os recursos, os municípios afirmaram possuir serviço médico emergencial, locais de hospedagem, de alimentação, de prestação de serviço e de informação turística. Também era preciso atender demandas de abastecimento de água e coleta de lixo, apresentar um plano diretor e ter um Conselho Municipal de Turismo.

O recurso extra será pago pelo governo do estado e deve ser investido no desenvolvimento turístico, como obras de infraestrutura, urbanização, preservação ambiental e serviços de atendimento ao público.

A criação desse repasse foi criada em 2015, quando os deputados aprovaram um projeto de lei complementar. O objetivo era ampliar o número de cidades beneficiadas pelos recursos do Fundo de Melhoria das Estâncias e fomentar a atividade turística do estado.

Por outro lado, o projeto criou uma corrida com diversas prefeituras do estado em busca dos recursos, mesmo as que não tinham caráter turístico. Só na Grande São Paulo, 22 municípios tentaram aprovação do benefício. Para entrar com o pedido, era necessário que um deputado apresentasse o projeto e a documentação da cidade.

É o caso de Carapicuíba, que justificou o pedido de se tornar turística por conta da Aldeia Jesuística. Mas o município ficou de fora na fase final da votação.

Quem se torna MIT pode pleitear três anos depois o status de Estância Turística – a nova avaliação será feita novamente na Assembleia Legislativa.

Atualmente, a Grande São Paulo tem quatro estâncias: Poá, Embu das Artes, Ribeirão Pires e Salesópolis. No entanto, elas terão de comprovar que estão investindo no setor para se manter assim nos próximos anos.

Carolina Franca é correspondente de Itaquera
carolinafranca@agenciamural.org.br

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