Escolas de oito cidades da Grande SP devem ter paralisações nesta quarta-feira (15)

A prefeitura de Vargem Grande Paulista decretou oficialmente que não haverá aulas nesta quarta-feira (15), em função da paralisação dos profissionais da educação. Os educadores farão protesto contra a reforma da previdência e aos cortes anunciados pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) na educação.

O exemplo vargem-grandense foi o único de uma gestão municipal, mas educadores de ao menos oito cidades da Grande São Paulo anunciaram a intenção de participar dos atos que serão realizados na avenida Paulista, na capital.

Também houve confirmação de escolas de São Paulo que tiveram 100% de adesão, como a escola municipal Marli Ferraz Torres Bonfim e a escola estadual Profa. Maria Peccioli Giannasi, ambas no Jardim Ângela, na zona sul.

Na zona leste, estima-se que 13 colégios podem enfrentar paralisações em São Mateus, como a EMEF José Maria Whitaker, e outros também no Itaim Paulista, como a escola estadual Umberto Luiz D’Urso. Os estudantes do Instituto Federal São Miguel Paulista aprovaram a participação na noite desta terça (14) nos protestos.

“Com exceção de dois professores e dois agentes de organização escolar, todos os outros aderiram à paralisação”, afirmou uma professora do conjunto residencial José Bonifácio, na zona leste.

Na Jova Rural, zona norte, a escola Gustavo Barroso e até mesmo duas creches na Vila Albertina têm previsão de suspensão das aulas: Mundo de Sofia e Célia Regina. 

Aviso na escola Tarsila do Amaral aponta paralisação parcial nesta quarta (Paulo Talarico/Agência Mural/Folhapress)

GRANDE SP

No ABC, docentes de São Bernardo do Campo e Diadema anunciaram caminho parecido. A partir das 8h, a praça Santa Filomena, no centro bernardense, terá uma manifestação de professores da rede municipal e alguns da estadual. À tarde, a ideia é ir para a avenida Paulista.

Na escola estadual Maurício de Castro, na Vila São Pedro, 20 professores irão participar. Além das manifestações nacionais, os docentes devem protestar sobre a situação do colégio.

No bairro Santa Terezinha, a escola estadual Nelson Monteiro Palma teve adesão de parte dos professores. A direção optou por manter a unidade aberta.

O Sindicato dos Funcionários Públicos de Diadema também optou por aderir a manifestação. “Algumas escolas municipais da nossa cidade podem oferecer alterações ao atendimento por conta dessa paralisação”, informou a prefeitura na tarde desta terça.

Em Cotia, Carapicuíba, Embu-Guaçu, Itaquaquecetuba e Osasco, professores também devem ir ao ato. No caso cotiano, a Uneafro pretende fazer um protesto na cidade em frente a escola estadual Vinicius de Moraes, na rodovia Raposo Tavares. “A nossa luta é contra o corte de verbas na educação”, diz o cartaz.

Em Osasco, algumas escolas também devem ter paralisação. Na escola estadual Tarsila do Amaral, no Jardim Veloso, 80% dos professores não darão aulas na parte da tarde desta quarta-feira.  Do outro lado da cidade, no Rochdale, parte dos educadores da escola Julia Lopes de Almeida também aderiu. No caso da Etec (Escola Técnica), no centro, a informação é de que não haverá aula.

No bairro do Cipó, em Embu, as duas escolas da região, a Dona Maria André Schunck e Professor Donizetti Aparecido Leite, não terão aulas e os docentes devem ir à Paulista. Já em Itaquá, o Instituto Federal da cidade e as escolas de ensino médio também terão paralisação parcial.

As manifestações ocorrem após o anúncio de cortes e bloqueios pelo Ministério da Educação. O ministro Abraham Weintraub foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos.

Da Agência Mural: Paulo Talarico, Priscila Pacheco, Eduardo Silva, Ana Beatriz Felicio, Aline Kátia Melo, Ariane Costa Gomes, Cleber Arruda, Jariza Rugiano, Jéssica Silva, Lucas Landins, Matheus Souza, Paula Rodrigues, Rubens Rodrigues.

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